segunda-feira, 24 de junho de 2013

...And the Winter Came

O primeiro dia de inverno amanheceu gelado. Amanheceu triste, meio que confuso, como se alguma coisa estivesse faltando... de fato estava.

O primeiro dia de inverno levou, tranquilo como uma brisa, uma parte importante de mim e que eu mal percebia, pouco sentia. Veio como uma frente fria, se fazendo perceber apenas quando se sente o ar mais gelado e o dia vai ficando cinza e escuro.
Mas esse frio que faz agora não se sente na rua ou na janela aberta, não...

É um frio que se sente quando já se está entre os cobertores e que não te deixa descansar, é aquele gelado que se sente quando não há abraço, quando não tem companhia na mesa na hora do café da tarde, quando não tem mais ninguém na varanda quando se chega em casa... O gelado que roupa nenhuma mais pode aquecer, o frio que dói quando a mente não se distrai mais e tudo vira saudade...

O primeiro dia de inverno levou alguém que me amou. Muito. E que eu amava também. Muito...
E agora sinto muito (frio), percebendo o quanto me faz falta o carinho, o respeito e o afeto do mais antigo e mais amigo...
Em memória de Aurelino Antônio Mota

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