domingo, 2 de setembro de 2012

O Corredor

Eu acordei, de repente.
A Primeira coisa que vi foi um anjo, lindo.
Seu olhar era tão belo, era acolhedor, maternal.
Após isso, me deixaram numa sala, cuja saída havia um véu.
Havia muita gente na sala, mas eu me sentia perdido ali no meio.
Eu sabia que havia algo além do véu, mas parecia ser tão errado!
Tomei coragem, e passei. De início me senti bem, havia outra sala.
Era menor, havia outras pessoas também, mas não era isso o que eu queria.
Achei, então, um corredor. Era quase como um túnel, mas dourado e iluminado no começo.
Enquanto eu prosseguia, tudo ia escurecendo e eu me sentia cada vez mais fraco.
A cada passo que dava, o ar ficava pesado, era tudo mais escuro.
Eu sentia que estava definhando.
Era tão dificil achar uma saída! Eu não conseguia me mover.
Olhava para os lados e só exergava memórias que me torturavam, espelhos que mostravam outras faces. As que eu queria deixar pra trás, esquecer, esconder.
As vezes, olhando para trás, no começo de tudo, eu via o anjo reluzir.
Mas ele estava tão distante.
Caí, não tinha mais forças, nem para prosseguir e nem para voltar.
Fiquei. No chão. Caído.
E assim estou. Largado, torturando-me com imagens e lembranças.
A única coisa que me conforta, é o brilho do anjo, mas, oh, ele se torna cada vez mas distante...

July/2010

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